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  ÁREAS DE ATUAÇÃO

AGRONEGÓCIO

A América Latina é um dos maiores produtores e exportadores de culturas agrícolas, pecuárias e florestais, sendo que o Mercosul é o 3º maior produtor das cinco principais culturas globais. Considerando que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial passará dos atuais 7 bilhões para 8,9 bilhões de habitantes até 2050, referido aumento populacional acarretará o consequente aumento da produção de alimentos, inclusive das principais culturas alimentícias, elevando ainda mais o papel produtor e exportador do Mercosul, que será responsável por grande parte do suprimento global.

 

Nesse sentido, o Brasil exerce um papel fundamental. Segundo as estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Produto Interno Bruto do agronegócio irá crescer 3% em 2021, e o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) 4,2%. A estimativa é de que o Brasil alcance índices recordes na produção de grãos na safra 20/21, com produção projetada em 268,9 milhões de toneladas, sendo que, somente a soja, deverá ser responsável por 135 milhões de toneladas, o que faz com que o Brasil continue sendo o maior produtor mundial do grão.

ALIMENTOS & BEBIDAS 

O setor de alimentos é um dos que mais cresce no mundo, especialmente na América Latina, cuja participação do setor no Produto Interno Bruto dos países integrantes é relevante. A região figura como uma das mais atrativas no longo prazo em relação a este mercado. De acordo com a Statistica, em 2016, o setor de alimentos e bebidas da América Latina gerou 193 bilhões de dólares em receita, e as vendas estão previstas para chegar a 221 bilhões de dólares em 2021.

 

No Brasil, a indústria brasileira de alimentos e bebidas registrou crescimento de 12,8% em faturamento no ano de 2020, em relação a 2019, atingindo o patamar de R$789,2 bilhões, somadas exportações e vendas para o mercado interno. Esse resultado representa 10,6% do PIB nacional, segundo pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos – ABIA.  Apesar dos desafios causados pela pandemia para todos os setores, a indústria de alimentos manteve o volume de investimentos. Estes, incluindo fusões e aquisições, expansão de plantas fabris, investimento em P&D, aquisição de máquinas e equipamentos, alcançaram o volume de R$21,2 bilhões em 2020, o que correspondeu a 2,7% do faturamento total do setor, de R$ 789,2 bilhões. O Brasil é o segundo maior exportador de alimentos industrializados do mundo, exportando para mais de 190 países. Os principais mercados em 2020 foram Ásia, Países Árabes e União Europeia, com 45,7%, 16,2% e 13,8% das exportações, respectivamente. Os principais destinos das exportações em 2020 foram: China (US$8,2 bilhões), Hong Kong (US$1,9 bilhão), e Holanda (US$1,7 bilhão). Considerando uma recuperação econômica gradual do Brasil, associada à capacidade de o país vacinar parte significativa da população, de modo a controlar a contaminação elo vírus da Covid-19, a estimativa da indústria de alimentos é de crescimento acima de 3% das vendas reais em 2021.

ENERGIA RENOVÁVEL

As fontes de energia renovável têm protagonizado um papel extremamente importante no desenvolvimento da América Latina, seja para aplacar a crise energética, decorrente da falta de investimentos, seja pela procura de alternativas sustentáveis de desenvolvimento em âmbito mundial. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é possível o suprimento de toda a necessidade em eletricidade na América Latina apenas utilizando as fontes de recursos renováveis (solar, geotérmica, das ondas, eólica e de biomassa). Dessa forma, os investimentos a serem realizados nos próximos anos possuirão papel essencial para o desenvolvimento do setor na região.

 

De acordo com o Relatório da Situação Global das Renováveis de 2019, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o investimento global em energia verde ultrapassou US$2,6 trilhões na última década. Em termos de capacidade instalada de energia renovável, o Brasil ocupa o terceiro lugar do ranking mundial, com 141.932 MW, seguindo a China, com 788.916 MW, e os Estados Unidos, com 282.656 MW, conforme dados coletados pela Agência Internacional para Energias Renováveis (IRENA).

Segundo a Bloomberg, os projetos comerciais ainda são escassos na América Latina, portanto, os leilões são críticos para novos investimentos e construção de energia limpa. Além disto, sua estruturação no modelo project finance oferece garantias de receita aos desenvolvedores e suporte às cadeias de suprimentos locais. Portanto, a retomada dos leilões é um sinal fundamental de recuperação e forte indicador da saúde geral do setor.

ENTRETENIMENTO

O mercado global de mídia e entretenimento crescerá a uma média anual de 4,2% nos próximos cinco anos e, em 2021, chegará a US$2,23 trilhões, de acordo com a 18ª Pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, da PwC (“PwC Report”). No Brasil, o faturamento do setor de mídia e entretenimento deve chegar a US$43,7 bilhões em 2021, sendo que o consumo de dados em dispositivos móveis deve crescer 28% ao ano nos próximos cinco anos. Neste período, contabiliza-se que 177 milhões de pessoas deverão ser assinantes de internet móvel no país.

 

Ainda, segundo o PwC Report, o Brasil se tornou um importante polo do mercado de games para dispositivos móveis, com um crescimento estimado de 26% ao ano, e uma receita projetada de US$712 milhões em 2021 – em 2016, o faturamento do setor foi de US$220 milhões. Outro mercado de destaque no Brasil em relação aos demais países da América Latina é o de TV por assinatura. A expectativa é que os gastos do consumidor com assinatura de canais de TV aumentem 2,4% ao ano até 2021. O faturamento do setor saíra de US$6,2 bilhões em 2016 para US$7 bilhões em 2021. Com a crescente demanda dos consumidores por novas mídias, a atenção dos anunciantes têm se voltado para as plataformas digitais. Os gastos com publicidade na internet devem crescer 11,9% ao ano até o fim de 2021, chegando a US$3,6 bilhões.

IMOBILIÁRIO

O setor imobiliário é um dos setores que mais crescem na América Latina pelo fato de os países emergentes que compõem esta região estarem sofrendo constantes alterações demográficas, cujos processos de urbanização implicam em grandes investimentos na área, necessários para acompanhar as mudanças que constantemente são realizadas. Incluem-se no setor shoppings, hospitais, hotéis, empreendimentos comerciais e residenciais, instituições de ensino, galpões, entre outros. As projeções feitas pela Organização das Nações Unidas (ONU) indicam que a população mundial alcançará o número de 9 bilhões de pessoas em 2037. Enquanto na Europa e na América do Norte as taxas de crescimento demográfico previstas são negativas, os países da África, Ásia e América Latina irão liderar esse novo aumento populacional no mundo. Este cenário representa uma oportunidade incipiente para o setor de habitação, residencial e social. No início de 2020, sem considerar o cenário de pandemia, a Moody’s estimou que, na América Latina, a indústria poderia vislumbrar um crescimento de até 6% em 2021.

 

De acordo com o relatório da McKinsey “Brazil 2020 Opportunity Tree”, após a recessão em 2014-16, o mercado imobiliário brasileiro mostrou fortes sinais de recuperação nas vendas de propriedades e lançamentos, tendo um aumento da confiança por parte dos profissionais e investidores da construção, com os principais players da construção crescendo. Além disso, fatores como baixas taxas de juros, maior rendimento disponível e capacidade para novas ofertas têm sido os principais impulsionadores do crescimento neste setor. Os dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) apontam que o mercado de imóveis se mostrou resistente à pandemia e vem mostrando ascensão desde o último semestre de 2020, apresentando crescimento de 57,5% nos valores financiados comparado com 2019.

INFRAESTRUTURA

Os investimentos em infraestrutura na América Latina são incipientes em relação ao crescimento econômico que tem sido verificado nos últimos anos. Apenas 3% de toda riqueza gerada pelos países dessa região é destinada ao setor, cujo fomento é indispensável para nações em desenvolvimento. Os investimentos em infraestrutura contribuem para a elevação da qualidade e quantidade dos serviços públicos e reduzem os custos logísticos e de mobilidade, facilitando a interação entre os mercados de bens e serviços, trabalho e financeiros. De acordo com o relatório “Gastos em Infraestrutura e Grandes Projetos-Tendências para 2025”, da PwC, os gastos com infraestrutura na América Latina devem aumentar progressivamente ao longo da próxima década, chegando a cerca de US$557 bilhões anuais em 2025. Embora a participação da região no gasto global provavelmente diminua, o Brasil, ao lado do Chile e da Colômbia, deve aumentar sua quota no total de despesas regionais. Estima-se que, no Brasil, os gastos em infraestrutura aumentem, em média, 6% ao ano ao longo da próxima década, chegando a pouco mais de US$300 bilhões ao ano até 2025. Com isso, haverá também uma indústria extrativa, impulsionada pela forte demanda por commodities, pelo desenvolvimento dos campos pré-sal, e pelo setor de transporte. Os investimentos em rodovias no país mais que dobrarão, passando de um pouco menos de US$15 bilhões, em 2010, para US$38 bilhões, em 2025. Ainda, espera-se que os gastos com transporte alcancem cerca de US$60 bilhões anuais em 2025, com o foco principalmente em estradas, incluindo também ferrovias e portos.

MINERAÇÃO

As grandes reservas minerais contidas na América do Sul fazem da região um importante centro produtor e exportador para os demais países, especialmente de minérios como nióbio, lítio, cobre, prata, mineral de ferro, bauxita, ouro e zinco. Os setores de infraestrutura, construção e de produção industrial, em grande parte responsáveis pelo desenvolvimento socioeconômico das nações, dependem essencialmente de minérios como o ferro, alumínio e cobre. A América do Sul é responsável por grande parte da produção mundial de prata. O Chile e o Peru ocupam, respectivamente, a primeira e terceira posições na produção mundial de cobre. O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio e ferro-nióbio e é o único grande produtor de minério de ferro entre os países da América Latina. Brasil, Chile e Argentina são grandes exportadores de lítio, cujas reservas perfazem 86% do total das reservas mundiais atualmente conhecidas. Esses motivos fazem com que os países sul-americanos tenham planos constantes de expansão mineira, sendo alvos constantes de investimento externo.

 

De acordo com a pesquisa feita pela KPMG, as mineradoras estão cada vez mais engajadas com os princípios ESG, especialmente quando se trata de mudanças climáticas e do atendimento das expectativas crescentes da sociedade. A pesquisa também observa uma ênfase crescente nos riscos ambientais, incluindo novas regulamentações e sustentabilidade. Com a demanda futura na maioria das áreas, as empresas de mineração procuram se concentrar em manter balanços financeiros sólidos para resistir à volatilidade cíclica, e a indústria parece estar em uma posição forte para aproveitar o período de recuperação global pós-pandemia. A volatilidade no preço das commodities continua sendo o principal risco enfrentado pelo setor, seguida pela desaceleração e incerteza econômicas.

TECNOLOGIA

O Brasil representa um mercado próspero para startups e empresas de tecnologia. Hoje, o ecossistema do Brasil é considerado favorável para que os investidores e o mercado tenham segurança em fomentar o seu desenvolvimento. Todos os elementos da cadeia estão presentes neste ecossistema, quais sejam: empreendedores inovadores e disciplinados, investidores anjo, aceleradoras, empresas de venture capital, grupos de private equity, bem como regulação do Estado, associações e infraestruturas operacionais. As perspectivas do setor de startups e de tecnologia se verificam ainda mais positivas com as atuais mudanças regulatórias implementadas para proteger a figura do investidor anjo (Lei Complementar nº 155) bem como no que tange à regulamentação do equity crowfunding (Instrução CVM 588). Além disso, o trânsito de conhecimento e de pessoas entre a América Latina e os Estados Unidos (Silicon Valley, New York, Boston), China (Pequim) e Europa (Londres e Berlim), facilita ainda mais a adaptação de diversos modelos de negócios já testados e de tecnologias em escala para startups e empresas de tecnologia no Brasil, sendo este um hub de negócios para toda a América Latina.

O estudo “Latin American Digital Transformation Report 2021”, do fundo de investimentos Atlântico, mostra como tem sido o processo de transformação digital na América Latina nos últimos anos. O valor de mercado das empresas de tecnologia na região foi de 0,9% para 1,8% do Produto Interno Bruto - PIB entre 2015 e 2019. Em 2020, atingiu 2,3%. Já em agosto de 2021 chegou a 3,4%. O Brasil está na frente na região: em 2020, a participação dessas companhias no PIB nacional foi de 2,8%. Em 2021, essa participação deve chegar a 4,5%. O Brasil pode ser sim considerado um dos principais países quando se fala de representatividade no universo tecnológico. Entre os setores que mais cresceram desde a chegada da covid-19 estão os bancos digitais e o comércio eletrônico. Enquanto 42% dos brasileiros já têm conta em um banco digital, 13 milhões de novos consumidores aderiram ao comércio online em 2020 — um crescimento de 29% em relação a 2019. Segmentos complementares acompanham essa dinâmica. Para amparar o e-commerce, por exemplo, as áreas de logística e pagamento também se aprimoraram.


Com a aceleração da onda de digitalização global, a adoção e o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) têm crescido na América Latina. De acordo estudos desenvolvidos pela Everis e Endeavor, o Brasil se destaca com 42% das iniciativas na América Latina. O relatório se baseou no fato de a IA ser, atualmente, o motor da transformação tecnológica que concentrará grande parte da produtividade econômica e, com isso, do crescimento dos países. Uma das principais constatações do estudo foi que o uso dessas tecnologias cresceu de 32%, em 2018, para 48%, em 2020. No Brasil, onde está concentrado o maior número de empresas de IA da região (42% do total), o número de empresas de IA se expandiu de 120, em 2018, para 206 empresas, em 2020. A expansão da adoção e uso de IA está em seu maior ponto de inflexão, com um mercado previsto de US$70 bilhões para 2020 e com uma Taxa de Crescimento Anual de 38% para o período 2018-2022. A expansão do mercado de IA foi constatada também pelo volume de vendas dos empreendedores latino-americanos, que a Endeavor Intelligence calcula ser em torno de US$4,2 bilhões, e do montante de investimentos que receberam, em torno de US$2,2 bilhões.

Além disso, o trânsito de conhecimento e de pessoas entre a América Latina e os Estados Unidos (Silicon Valley, New York, Boston), China (Pequim) e Europa (Londres e Berlim) facilita ainda mais a adaptação de diversos modelos de negócios já testados e de tecnologia em escala para startups e empresas de tecnologia no Brasil, sendo este um hub de negócios para toda a América Latina.

A perspectiva do Brasil para o ano 2017 é de um crescimento de cerca de 2,5% em relação a 2016, estimulado pelo segmento de TI, que deve crescer 5,7%, de acordo com a pesquisa das previsões para o setor de tecnologia 2017 da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

O setor de TI também representa um percentual relevante no mercado de fusões e aquisições no Brasil. De acordo com o relatório da PwC abril/2017, o setor de TI representou 21% das transações do mês de abril, sendo 41 transações, marcando um aumento de 17% em relação ao ano 2016. Os setores mais procurados pelos investidores foram Educação, Tecnologia, Saúde, Transporte/mobilidade e Serviços Financeiros.