ALIMENTOS & BEBIDAS 

A América Latina é um dos maiores produtores e exportadores de culturas agrícolas, pecuárias e florestais, sendo que o Mercosul é o 3º maior produtor das cinco principais culturas globais. Considerando que, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a população mundial passará dos atuais 7 bilhões para 8,9 bilhões de habitantes até 2050, referido aumento populacional acarretará o consequente aumento da produção de alimentos, inclusive das principais culturas alimentícias, elevando ainda mais o papel produtor e exportador do Mercosul, que será responsável por grande parte do suprimento global.

Os investimentos em infraestrutura na América Latina são incipientes em relação ao crescimento econômico que tem sido verificado nos últimos anos. Apenas 3% de toda riqueza gerada pelos países dessa região é destinada ao setor, cujo desenvolvimento é indispensável para nações em desenvolvimento. Os investimentos em infraestrutura contribuem para a elevação da qualidade e quantidade dos serviços públicos e reduzem os custos logísticos e de mobilidade, facilitando a interação entre os mercados de bens e serviços, trabalho e financeiros. Para que esse desenvolvimento seja verificado, a Comissão Econômica da ONU para a América Latina e Caribe (CEPAL) calcula que os investimentos em infraestrutura pelos países da região devem ser da ordem de 6,2% do (PIB) ao ano, até 2020. Para tanto, o investimento privado é essencial (seja ele na modalidade de parceria público-privada, largamente utilizada na América Latina, ou via investimento direto nas empresas de infraestrutura nacionais), visto que além de viabilizar financeiramente, traz consigo conhecimento e gestão administrativa capazes de implementarem de forma exitosa os projetos objetivados.

AGRONEGÓCIO

O setor de alimentos é um dos que mais cresce no mundo, especialmente na América Latina, cuja participação dos setores no Produto Interno Bruto (PIB) dos países é relevante. No Brasil, as indústrias de alimentos e bebidas são responsáveis pelo equivalente a 10% do PIB, e a 22% da indústria de transformação, elevando esses setores a grandes responsáveis pela geração de saldo comercial positivo para o país. No setor de bebidas, destaca-se que os dois grandes pilares da produção nacional são os refrigerantes e as cervejas, que representam juntos, aproximadamente, 82% de toda a produção e 76% do valor total das vendas de bebidas.

ENERGIA RENOVÁVEL

As fontes de energia renovável têm protagonizado um papel extremamente importante no desenvolvimento da América Latina, seja para aplacar a crise energética, decorrente da falta de investimentos ou mesmo da falta de recursos oriunda das mudanças ambientais, seja pela procura de alternativas sustentáveis de desenvolvimento em âmbito mundial. De acordo com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é possível o suprimento de toda a necessidade em eletricidade na América Latina apenas utilizando as fontes de recursos renováveis (solar, geotérmica, das ondas, eólica e de biomassa). Atualmente, muitos projetos em energia renovável estão em andamento nas Américas Central e Latina: México é o quinto maior produtor do mundo de energia geotérmica (sendo que Colômbia, Panamá e Equador já se encontram em franca exploração desses recursos) e o Brasil, México, Guatemala, Argentina e Chile estão desenvolvendo projetos em energia eólica, solar e de biomassa. Dessa forma, os investimentos que serão realizados nos próximos anos serão essenciais para o desenvolvimento do setor de energia renovável na região.

IMOBILIÁRIO

O Brasil é o principal mercado da América Latina no setor de entretenimento, ocupando a nona posição no ranking mundial. De acordo com os dados da 16ª edição do relatório Global Entertainment and Media Outlook 2015-2019, da PriceWaterhouseCoopers (PwC), a estimativa de crescimento do mercado de entretenimento no Brasil até 2019 é de 10,2%. Entre as áreas em destaque, encontram-se as atividades que implicam no acesso à internet, os programas de televisão e a publicidade, os quais perfazem 60% do faturamento da indústria de entretenimento no país.

INFRAESTRUTURA

O setor imobiliário é um dos setores que mais crescem na América Latina pelo fato de os países emergentes que compõem esta região estarem sofrendo constantes alterações demográficas, cujos processos de urbanização implicam em grandes investimentos na área, necessários para acompanhar as mudanças que constantemente são realizadas. Incluem-se no setor shoppings, hospitais, hotéis, empreendimentos comerciais e residenciais, instituições de ensino, galpões. Estudos recentes apontam que o crescimento deve alcançar a marca dos 66%, sendo que os recursos privados deverão atuar fortemente no setor, responsabilizando-se, desta forma, não só por sua expansão bem como pelo investimento a ser destinado em toda a consequente infraestrutura necessária. No que concerne ao setor hoteleiro, o Brasil é o país da América Latina que revela a melhor perspectiva de rentabilidade, com investimento de mais de R$12 bilhões previsto para ocorrer nos próximos seis anos. O Rio de Janeiro é a cidade que mais cresce no setor de hotelaria na América.

ENTRETENIMENTO

MINERAÇÃO

As grandes reservas minerais contidas na América do Sul fazem da região um importante centro produtor e exportador para os demais países, especialmente de minérios como nióbio, lítio, cobre, prata, mineral de ferro, bauxita, ouro e zinco. Os setores de infraestrutura, construção e de produção industrial, em grande parte responsáveis pelo desenvolvimento socioeconômico das nações, dependem essencialmente de minérios como o ferro, alumínio e cobre. A América do Sul é responsável por grande parte da produção mundial de prata. O Chile e o Peru ocupam, respectivamente, a primeira e terceira posições na produção mundial de cobre. O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio e ferro-nióbio e é o único grande produtor de minério de ferro entre os países da América Latina. Brasil, Chile e Argentina são grandes exportadores de lítio, cujas reservas perfazem 86% do total das reservas mundiais atualmente conhecidas. Esses motivos fazem com que os países sul-americanos tenham planos constantes de expansão mineira, sendo alvos constantes de investimento externo.

TECNOLOGIA

O Brasil representa um mercado próspero para startups e empresas de tecnologia. De acordo com o estudo “Global Startup Ecosystem Report 2017”, realizado pela Startup Genome, em parceria com GEN, Crunchbase e Orb Intelligence, uma série de iniciativas tem fortalecido o ambiente de startups, especialmente na cidade de São Paulo, onde grandes companhias de tecnologia encontram-se comprometidas a fazer desta localidade seu “quartel-general”. Hoje, o ecossistema do Brasil é considerado favorável para que os investidores e o mercado tenham segurança em fomentar o desenvolvimento dos startups. Encontram-se todos os elementos da cadeia, quais sejam: empreendedores inovadores e disciplinados, investidores anjo, aceleradoras, empresas de venture capital, grupos de private equity, bem como regulação do Estado, associações e infraestruturas operacionais. As perspectivas do setor de startups e de tecnologia tornam-se ainda mais positivas com as atuais mudanças regulatórias implementadas para proteger a figura do investidor anjo (Lei Complementar nº 155) bem como para versar e regulamentar o equity crowfunding (Instrução CVM 588).

Além disso, o trânsito de conhecimento e de pessoas entre a América Latina e os Estados Unidos (Silicon Valley, New York, Boston), China (Pequim) e Europa (Londres e Berlim) facilita ainda mais a adaptação de diversos modelos de negócios já testados e de tecnologia em escala para startups e empresas de tecnologia no Brasil, sendo este um hub de negócios para toda a América Latina.

A perspectiva do Brasil para o ano 2017 é de um crescimento de cerca de 2,5% em relação a 2016, estimulado pelo segmento de TI, que deve crescer 5,7%, de acordo com a pesquisa das previsões para o setor de tecnologia 2017 da IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

O setor de TI também representa um percentual relevante no mercado de fusões e aquisições no Brasil. De acordo com o relatório da PwC abril/2017, o setor de TI representou 21% das transações do mês de abril, sendo 41 transações, marcando um aumento de 17% em relação ao ano 2016. Os setores mais procurados pelos investidores foram Educação, Tecnologia, Saúde, Transporte/mobilidade e Serviços Financeiros.

 

 

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